sexta-feira, 24 de agosto de 2012

RELATÓRIO PRELIMINAR DA REUNIÃO DE NEGOCIAÇÃO ENTRE ASSIBGE-SN,IBGE E MIN. PLANEJAMENTO (22/8/2012)


A reunião com o Governo contou com a presença do Secretário de Relações de Trabalho, Sérgio Mendonça, da Secretária Adjunta Marcela Tapajós, da assessora Jurídica, dra Edina. Da parte do IBGE estiveram presentes o Diretor Executivo, Nuno Bittencourt, o Adjunto, Fernando Abrantes e os assessores Antônio Fernando e Franklin.
 
O Secretário Sérgio Mendonça agradeceu a presença da Direção do IBGE e informou que a definição da proposta para o IBGE está inserida no curto espaço orçamentário e na equalização de todas as carreiras oriundas de Ciência e Tecnologia e até a tecnologia militar. Neste espaço orçamentário, a ideia do Governo é tentar recuperar alguns aspectos que não foram concedidos ao IBGE, como a incorporação da GDIBGE ao vencimento e os incentivos de qualificação a servidores de Nível Intermediário, como ocorreu na Fiocruz e C&T, ou seja, a ideia é fazer o mesmo para o IBGE.

No segundo momento a posição do Governo é discutir o ponto da greve e combinarmos o passo seguinte. O problema, disse ele, é que estamos muito perto da conclusão dos prazos para fechar e encaminhar a proposta orçamentária em um ou mais de um Projeto de Lei, que envolve o Ministério e a relação com o Congresso Nacional. Qualquer que seja a forma, se for possível construir um acordo num Projeto de Lei, terá que ser feito até o final desta semana, no máximo até o dia 31/8.

Segundo o Secretário, a Casa Civil vai preparar o texto, as razões físicas e objetivos e por isso é necessário concluir as negociações até sexta-feira (24/8), embora ainda tenha marcado uma ou duas reuniões para o sábado (25/8). O Secretário disse que está evitando fazer reuniões na próxima semana, em razão do exposto e afirmou categoricamente que quem não assinar o acordo dentro deste prazo não seguirá para a LOA de 2013.

A Secretária Adjunta, Marcela Tapajós, informou que uma das diretrizes com que o Planejamento está trabalhando é o limite orçamentário dos 15,76%, que há um desafio para acomodar este percentual na tabela salarial e buscar os movimentos que não foram incluídos no ano passado (MP deste ano) em relação a outras carreiras (Fiocruz, C&T e Inmetro), buscando equilibar os recursos entre essas categorias. Assim, a incorporação de parte da GDIBGE não estará será computado nos 15%. Outro ponto que também não será computado nos 15% será o fim das duas GDIBGEs, pois a vinculação da Gratificação de Desempenho com a Gratificação de Qualificação, que algumas categorias tiveram, não traduziu, do ponto de vista da gestão, melhorias ou efeitos positivos e, portanto, o Governo abandonará essa regra.

Em relação a GQ e sua regulamentação que está pendente, a idéia é que a GQ passe a representar uma capacitação dos cargos. Esse é um debate nesta e em outras mesas de negociação e pode se adequar aos órgãos. Temos falado em horas de capacitação, então acabamos ficando com modelos diferentes. Neste sentido a preocupação é estimular a gestão. No caso do IBGE a proposta é dos 3  níveis de GQ (180, 250 e 360 horas), cumpridas com cursos de escolas de governo ou públicas, que estejam previstas no plano de capacitação dos órgãos e se reverta para o seu dia-a dia.

Quanto ao tempo de interstício para progressão na Carreira o Governo pretende fazer um alinhamento com a Carreira de C&T. Segundo Marcela o Governo considera que as carreiras estão muito curtas e o servidor chega com pouco tempo no final de carreira. No entanto, nós concordamos em alinhar com C&T e derivadas. A proposta do Governo será construída nessas bases. 

Os representantes do Planejamento solicitaram tempo para apresentar a proposta. Em relação a outros pontos, como reestruturação de carreira, cargos, demandas do pessoal de campo, serão retomados após este acordo e disseram que estão dispostos a discutir mais adiante, para encontrar uma saída para essas demandas. Sérgio Mendonça acrescentou que é preciso ficar claro que o acordo é até 2015 (janeiro) e que isto significa voltar a negociar somente em 2015. Da parte do IBGE, Nuno acrescentou que seria importante frisar que a proposta é ter equilíbrio entre as carreiras oriundas de C&T, no final da carreira (com salários finais iguais).

O Comando Nacional de Greve perguntou sobre a regulamentação da GQ. Marcela Tapajós respondeu que até setembro sairá um decreto e que isso é uma prioridade para o Governo resolver, mas que seria difícil pagar os valores retroativos, pois há uma discussão de quando começa o direito e a interpretação seria de que é com a regulamentação e não com a criação da Lei. A atual GQ precisará do decreto e depois poderá ter uma sinalização diferente, pois eles estão tentando estabelecer diretrizes gerais para recebimento e regulamentação em cada órgão. De acordo com ela há um debate jurídico a este respeito. Terá que ser um decreto agora, porque estava previsto na Lei e isso é de competência da Presidente da República. Ela acrescentou que depois poderemos prever na Lei a mudança da regulamentação por órgão.

O CNG perguntou como seria a aplicação dos recursos do acordo no caso dos trabalhadores do IBGE. Marcela Tapajós respondeu que terá um olhar diferenciado para evoluir no que não fizeram no ano passado, mas que não seria possível adiantar nada naquele momento.

O CNG perguntou sobre o reajuste dos valores da cesta de benefícios para os servidores, visto que o Governo havia feito sinalizações sobre isso (auxílios alimentação, saúde e creche). Sérgio Mendonça respondeu que até sexta-feira haverá uma resposta, que pode ser ruim, mais não está dada, pois sabe que este ponto teria peso significativo no Orçamento e também é um aspecto importante para compor a negociação. Segundo Mendonça, a verba é de custeio e não tem relação com salário.

O CNG ponderou com o Secretário que a categoria, em assembléias em todo o país, considerou os recursos apresentados pelo Governo pequenos e que para termos um acordo era importante mais recursos, em função da inflação, do último reajuste em 2008, da evasão dos concursados e da importância de um órgão estratégico como o IBGE. O Secretário respondeu que não tem como ampliar esses recursos, citando a conjuntura interna e externa. Afirmou que para nós pode parecer pouco, mas para ele era muito. Mendonça acrescentou que o objetivo era encurtar o tempo da proposta, vigorando nos meses de janeiro de 2013,14 e 15, enquanto para os técnicos das universidades e escolas técnicas o acordo vigorará a partir de março. Disse que nós teremos nossas análises, mas que deveríamos levar em consideração todo esse esforço.

O CNG insistiu que são necessários mais recursos ou o encurtamento do tempo da proposta para dois anos (2013 e 2014). O Secretário respondeu que não seria possível essa sinalização, embora ele considere que nada é impossível, mas que era um cenário para 3 anos.

O CNG perguntou sobre os dias de greve, se já havia alguma proposta para ser avaliada. O Secretário disse que esta questão estava autorizada a ser negociada em comum acordo com o IBGE.

O CNG disse que também era importante o tempo, visto que tínhamos uma reunião marcada na quinta-feira com a Presidenta do IBGE para tratar de questões que o IBGE poderia resolver e que eram importantes, como os problemas  relacionados aos trabalhadores temporários (salário, fim do aditamento, pontuação no concurso), indenização de campo, que é aplicação da lei, entre outros) e que para as negociações avançarem estas respostas eram importantes. Sérgio Mendonça disse, mais uma vez, que os representantes do Planejamento não discordarão publicamente das posições do IBGE. 

O CNG tentou arrancar a proposta, mas não foi possível, pois disseram que estava sendo preparada pela secretaria de gestão, SRT e IBGE, sem conclusão, apenas simulações.

O Governo então propôs a suspensão da reunião para a noite. Aceitamos. No principio da noite recebemos um comunicado remarcando nossa reunião para o dia 23, afirmando que nossa proposta poderia ficar pronta até às 10 horas. No entanto, na parte da manhã a informação foi de que o Governo estaria preparando propostas para toda a área oriunda de C&T (FIOCRUZ, C&T, INMETRO, INPI e IBGE), que as remunerações finais serão iguais e que a proposta só será apresentada no final da noite de 23/8. Mais tarde fomos informados que a reunião seria novamente transferida para a manhã de sexta, 24 de agosto.

Na avaliação dos companheiros representantes de núcleos sindicais de todo o Brasil, presentes em Brasília, é preciso jogar pesado para conquistar mais recursos, tentar diminuir os prazos de recebimento e ainda, caso não esteja incluída na proposta uma reorganização das RTs, especialmente de especialização e mestrado, a proposta é destinar algum percentual para reorganizá-las. Estamos todos em compasso de espera. O desejo é de que tenhamos o desfecho do movimento numa condição melhor que o apresentado e com a reposição do trabalho e não punição a nenhum servidor, seja temporário, efetivo ou que tenha função gratificada.

 
Reunião com a Direção do IBGE (22/8 à  tarde) 

Respostas do Diretor Executivo, Nuno Bittencourt, às questões levantadas pela ASSIBGE-SN

1 - Questões de gestão - Podem discutir, mas não abrem mão de fazer o que atual gestão entende como correto e que vão implantar.

2 - Concursos Públicos - Vão acontecer para NI e NS, mas não será porque nós pedimos. Serão 1500 vagas para NI (incluso os 50%) e 400 ou 500 para NS (incluso 50%). Para o NI será para as unidades estaduais recomporem seus quadros.

3 - Indenização de campo - Este ano não será possível implantar, mas para 2014, a partir de janeiro. Vão mudar o regulamento para pagar os deslocamentos para outros municípios e até um critério mais flexível que a Lei. O Comando Nacional de Greve quer a aplicação da Lei, ou seja, que seja pago o rural do município sede e qualquer outro deslocamento para município (rural ou urbano).

4 - Suspensão da indenização de campo dos temporários - De acordo com Nuno quem cortou foi a Auditoria do SIAPE e o IBGE não tem controle disto, pois fez documento para reverter esta decisão. Acha que é correto pagar este benefício e que tem a mesma natureza da diária. No entanto, não é esse o entendimento do Planejamento e estão aguardando as análises.

5 - Penosidade - Não é um benefício reconhecido, embora previsto e ainda precisa de Lei complementar. O IBGE não é contrário e pode discutir junto com o Sindicato a forma de um adicional desta natureza para 2014. Nuno lembrou que o próprio Duvanier Paiva achava que era viável pagar este benefício.

6 - Afastamento de servidores de NI para realizar mestrado e doutorado - O IBGE recebeu três pareceres: um contra, a favor e outro contra. Da área de normas do Planejamento foi autorizado. Do Conjur (consultoria jurídica) foi negado e é este o último parecer. Agora terá que ir à Câmara de conflitos para recurso. O parecer inclusive não prevê afastamento para especialização de NS. O Diretor Executivo disse que se for uma liberação de um ou dois dias ou tardes pode ser feito por acordo com a chefia, sem prejuízos. Terá que ser feita uma contestação no MP para reverter esta questão.

7 - Contratados - Segundo Nuno a administração segue a Lei e não acha razoável pagar salário igual ao inicial da carreira. Para alguns locais acha que o valor de R$ 850,00 é baixo, mas para outros não. Disse que o IBGE pretende melhorar o valor, mas no ano que vem isso possivelmente não ocorrerá, pois há restrição orçamentária, mas para 2014 e 2015 há condições, inclusive para atrair mão de obra mais adequada. O salário dos temporários deve chegar a mil e poucos reais em 2015, disse o Diretor. Questionado sobre as condições precárias que leva o temporário a encarar o trabalho no IBGE como bico e não como emprego por falta de direitos, salários e benefícios, Nuno disse que é isso mesmo, que a ideia é que seja encarado assim, como um bico. Disse ainda que o salário pago ao NI hoje é igual ao NS no mercado de trabalho e que o IBGE não vai pagar isso, que não faz sentido.

Sobre o fim do aditamento mensal - Nuno disse que a Direção do IBGE está interessada em rever este ponto, mas escalonadamente. Vai ser adaptado, pois se a pessoa é contratada por dois anos e for demitida antes deste prazo a administração tem que pagar 50% do que resta do contrato. Então não aceitam por um ano. Disse que se contrata alguém e essa pessoa não quer entrar em favela, por exemplo, tem que pagar metade do contrato. Isso vai para inquérito disciplinar, se questionado. Ele acha que o aditamento mensal é exagero, mas nos próximos meses pretendem mudar esta questão. De acordo com Nuno o aditamento ser assim: nos dois primeiros meses será mensal e depois tri ou quadrimestral. O IBGE tem que evitar custos elevados. Os que estão atualmente já passariam para este novo critério. Informou que estão discutindo com os gerentes, que apoiam a Direção nesta proposta.

No caso do Assédio Moral aos temporários Nuno disse que sabe que existe e que tem que haver a denúncia. Pode não ser formal, mas pode ser feita pelo Sindicato e ele vai tomar providências contra qualquer gerente ou chefia que cometer esta atitude.

Pontuação no concurso para os temporários - Não sabem se isto é legal ou viável, mas pode que ser analisado. Informou que a Direção do IBGE não seria contra, só tem dúvidas se isto é possível.

Plano de saúde para os temporário - Não pode pagar porque a Lei não prevê, mas pode pensar num seguro saúde para atendimentos básicos.Ficaram de verificar se é possível.
 
OBS - Apenas listamos as respostas do IBGE e não as intervenções da Executiva Nacional.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Remarcação da Assembleia de sexta-feira (24/08)

Como é de conhecimento de todos nós, a nossa reunião com o governo e a direção do IBGE que começou ontem (22/08) às 10h foi suspensa e marcada para recomeçar às 19h do mesmo dia. Contudo, o governo e a assessoria do IBGE não conseguiram finalizar a proposta a nos ser apresentada e, por isso, transferiram a reunião para para hoje (23/08) às 10h, o que, entretanto, não ocorreu. A nossa reunião foi  novamente transferida, então, para o final da tarde de hoje (23/08).

Nossos companheiros em Brasília nos informaram que, apesar da demora em finalizar as propostas, o governo quer se reunir conosco ainda hoje, mas há a possibilidade desta reunião se atrasar. Por conta disso, as passagens de avião dos nossos companheiros tiveram que ser remarcadas (pela segunda vez) para sexta-feira de manhã.

Desta forma, estamos sendo obrigados a transferir a nossa assembleia (antes marcada para as 10h) para as 15h de sexta-feira (24/08). Este novo adiamento não está sendo realizado por nossa vontade, mas pela demora do governo em nos apresentar a sua proposta final e pela avaliação que fazemos de que a presença do companheiro Luis Almeida Tavares é imprescindível, uma vez que ele é o representante do Paraná na mesa de negociação.

Reforçamos, portanto, que a assembleia foi transferida para as 15h de sexta-feira (24/08), na UE/PR, Al. Carlos de Carvalho, n° 552.

Mantenham-se informados pelo site da Assibge (www.assibge.org) e por esste  blog (www.ibgeemgreve.blogspot.com.br).

Qualquer dúvida, entrem em contato conosco.

Saudações sindicais!

PS: Segue, abaixo, edital de convocação retificado.

ASSIBGE-SN-NÚCLEO PARANÁ

ASSEMBLEIA

DIA: 24/08/2012 – sexta-feira

Horário: 15 h

Local: em frente ao nº 552 da Al. Dr. Carlos de Carvalho.

Notícia: Desemprego em SP cai para 5,7%; greve impede divulgação de taxa nacional


Mais uma vez, a greve dos servidores do IBGE atrapalhou a divulgação dos dados da Pesquisa Mensal de Emprego, que não revelou uma taxa média das seis regiões pesquisadas por falta de informações sobre o Rio de Janeiro e em Salvador.

Em São Paulo, a taxa recuou de 6,5% em junho para 5,7%, no mês passado.


Além da capital paulista, o IBGE só apresentou taxas referentes a julho para as regiões metropolitanas de Recife (6,5%), Porto Alegre (3,8%) e Belo Horizonte (4,4%). Nessas regiões, as taxas tinham registrado estabilidade em junho.
Segundo a pesquisa de julho, o número de pessoas desocupadas caiu 1,08% em São Paulo, ao passar de 1,85 milhão, em junho, para 1,83 milhão, no mês passado.
Naquele mês, a greve dos servidores do instituto já havia prejudicado a divulgação do indicador por conta também de problemas com o processamento dos dados do Rio de Janeiro. Em maio, a taxa média de desemprego havia sido de 5,8% para as seis regiões.
Segundo o IBGE, o rendimento caiu em três das quatro regiões cujos dados estão disponíveis. A maior perda foi registrada em Recife (-3,5%), seguida por Belo Horizonte (-1,8%) e São Paulo (-1,1%). Em Porto Alegre, a variação ficou estável.

Já o emprego com carteira no setor privado em nenhuma região houve variação significativa --em todas, o índice ficou dentro da margem de erro da pesquisa.

PESQUISA

Segundo o IBGE, a pesquisa é a mais afetada por conta do grande volume de dados e pelo fato de ser a única mensal do tipo domiciliar --o pesquisador vai à casa dos entrevistados. Realizada por empregados terceirizados, a coleta continua sendo feita normalmente, de acordo com o instituto.

O problema é que os dados precisam conferidos por uma equipe de funcionários próprios de agências estaduais do IBGE --muitos estão parados e bloqueiam o envio das informações para a sede.

Ao fim da greve, o IBGE promete divulgar a taxa de desemprego média de junho e a julho, caso não seja possível apresentar os dados completos hoje. Procurados, líderes grevistas não foram localizados na sede do sindicato.

O maior contingente de servidores em greve está no Rio de Janeiro. A paralisação prejudicou também a divulgação ontem do IPC-15, prévia do IPCA (indicador oficial de inflação do país).

Para levantar a variação do preço do serviço de empregado doméstico, o IBGE usa os dados de rendimento da categoria da pesquisa de emprego.

Sem as informações de junho, o instituto (que usa os dados com dois meses de defasagem), repetiu a informação de maio. O item empregado doméstico subiu 1,11% em agosto, abaixo da variação de 1,37% de julho.

Notícia: Por greve, IBGE não divulgará dados completos sobre emprego de julho


RIO - 
A assessoria de imprensa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta quinta-feira que a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) referente a julho não será divulgada de forma completa, como estava programado para hoje, pois faltaram dados referentes às regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e de Salvador, em razão da greve que paralisa parte dos funcionários do instituto.

É o segundo mês consecutivo que o IBGE deixa de publicar a pesquisa completa devido à greve.
Desta vez, a greve de servidores do IBGE não permitiu o processamento dos números dessas duas regiões. Os dados foram coletados, mas não foram repassados à Coordenadoria de Trabalho e Rendimento do IBGE para que fossem analisados, de acordo com a assessoria.
O IBGE divulgará os dados de emprego das outras quatro regiões que fazem parte da PME: São Paulo, Recife, Belo Horizonte e Porto Alegre.
No mês passado, foram divulgados os dados de cinco regiões. Apenas os dados do Rio de Janeiro haviam ficado de fora.
(Diogo Martins | Valor)

Notícia: Governo desconta R$ 20,6 milhões no pagamento de servidores


Corte de ponto atingiu 11.495 servidores que fizeram greve em julho.

IBGE, ligado ao Planejamento, foi órgão com mais descontos.

Do G1, em Brasília

O governo federal descontará R$ 20.668.252,39 da folha de pagamento a ser efetuada no final deste mês, informou na noite desta quarta-feira (22) a assessoria de imprensa do Ministério do Planejamento. O desconto se deve ao corte de ponto pelos dias parados em julho de 11.495 servidores em greve (1,97% dos 571.875 funcionários civis na ativa).

O corte de ponto foi decidido no início deste mês com o prolongamento das greves, que se alastraram por mais de 30 categorias. O governo estima que 70 mil servidores cruzaram os braços; os sindicatos falam em 350 mil parados.


    Em tabela divulgada nesta quarta, o Planejamento listou todos os ministérios e órgãos cujos servidores terão o salário cortado. O órgão com mais descontos, numerica e proporcionalmente, é o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), vinculado ao Ministério do Planejamento. Durante o mês de julho, 3.379 funcionários (52,4% da força de trabalho da fundação) ficaram parados.
    Em 16 ministérios não houve paralisação; as universidades, que enfrentam greve há mais de três meses, terão autonomia para decidir se descontam os salários.

    Veja abaixo tabela divulgada no site do Ministério do Planejamento:

    Tabela divulgada pelo governo com o mapa dos descontos dos dias parados por órgão da administração pública federal (Foto: Site do Ministério do Planjamento)
    Tabela divulgada pelo governo com o mapa dos descontos dos dias parados por órgão da administração pública federal (Foto: Site do Ministério do Planjamento)


    quarta-feira, 22 de agosto de 2012

    Notícia: Sindicato teve reunião com o IBGE para tratar de temas em aberto

    Na tarde de quarta-feira, 22 de agosto, aproveitando a presença da Direção do IBGE em Brasília, adiantou-se a reunião que seria realizada dia 23/8, no Rio, entre Comando Nacional de Greve/Executiva Nacional da ASSIBGE-SN e IBGE.

    Os assuntos tratados foram:

    Aditamento mensal dos contratos temporários - A Direção do IBGE admite o fim do aditamento mensal, mudando o aditamento para trimestral ou quadrimestral, depois de um período de experiência de 2 meses, com aditamento mensal nos dois primeiros meses depois da contratação;

    Vagas para concurso de nível intermediário - A Direção apresentou a mesma proposta: 1.500 vagas para 3 anos, já incluídos ai o adicional dos 50% de reserva;

    Vagas para concurso de nível superior - Concurso para 2013, com 400 ou 500 vagas;

    Pagamento da indenização de campo conforme a lei (além de área rural do municipio sede, área rural e urbana dos outros municípios também) - Pagamento a partir de janeiro de 2013, para os municípios fora da sede da área de jurisdição, tanto urbano como rural. Hoje esta indenização é paga apenas na zona rural do município sede.

    Fonte: http://assibge.org/en/index.php/noticias/item/560-sindicato-teve-reuni%C3%A3o-com-o-ibge-para-tratar-de-temas-em-aberto

    Adiamento da Reunião de hoje às 19h

    A reunião entre a Assibge, o Comando Nacional de Greve, a direção do IBGE e o MPOG, que estava marcada para recomeçar hoje (22/08) às 19h foi cancelada e reagendada para amanhã (23/08) às 10h. O governo e a direção do IBGE não conseguiram concretizar toda a proposta em tempo de realizar a reunião e, por isso, a transferiram.

    Estaremos reunidos durante o período da reunião na UE/PR. Convidamos a todos para comparecerem e ficarem atentos aos informes.

    Notícia: Greve causa mudança metodológica em cálculo do IPCA-15, diz IBGE

    22/08/2012- 11h15

    A greve dos funcionários do IBGE (Instituto Brasileiro  de Geografia e Estatística) influenciou o resultado do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo -15) de agosto, divulgado nesta quarta-feira.
    Em comunicado para divulgar o desempenho do índice, o IBGE informou que dois itens, respectivamente do grupo despesas pessoais e habitação, tiveram metodologia diferenciada em seu cálculo devido à ausência de dados do Rio de Janeiro na PME (Pesquisa Mensal de Emprego) de junho –que não foram calculados, devido à adesão de técnicos do instituto à greve.

    Em nota, o instituto informou que, no grupo despesas pessoais, cuja taxa de inflação desacelerou de 0,92% para 0,68% de julho para agosto, o item empregado doméstico, que passou de 1,37% para 1,11%, apresentou diferença na metodologia de cálculo. Esse item ficou com a segunda posição nos impactos no IPCA-15 do mês, com 0,04 ponto percentual.

    Houve mudança também na metodologia do item mão-de-obra para pequenos reparos (do grupo habitação), subiu de 0,39% para 0,56%. Em razão da indisponibilidade de informações da PME de junho, não havia como utilizar dados sobre rendimento referentes àquele mês para o Rio de Janeiro. “Foram utilizados os últimos rendimentos disponíveis naquela região, que se referem ao mês de maio, para estimar a tendência da série de rendimentos em agosto. Ou seja, no caso do Rio de Janeiro foram estimados, a partir de maio, três meses à frente em vez de dois, como é a metodologia adotada”, explicou o instituto.

    Adiamento da Assembleia para Sexta-Feira (24/08)


    Em decorrência da suspensão da nossa reunião de negociação com a direção do IBGE e com o MPOG até às 19h de hoje (22/08) e para que tenhamos tempo suficiente para organizar sistematicamente as informações da reunião final conjuntamente com a proposta do governo para nossa pauta de reivindicações, estamos adiando a assembleia que estava marcada para amanhã (23/08) e transferindo-a para sexta-feira (24/08) às 10h, na Al. Carlos de Carvalho, n° 552.


    É de suma importância a participação de todos para que tomemos conhecimento dos resultados da negociação.

    Os companheiros do interior do estado que não puderem estar presentes, por favor, mantenham-se informados pelo webmail, pelo nosso blog e pelo site da ASSIBGE.

    Quaisquer dúvidas, por favor, entrem em contato.

    Saudações sindicais!

    Reunião de negociação será retomada esta noite (22/8)

    Os representantes do Governo reconheceram que o IBGE foi preterido nos acordos passados. Assim, o Planejamento pediu uma pausa para retomar a reunião à noite, se comprometendo a apresentar uma proposta com uma tabela que inclua, além da reposição de 15,8%, a incorporação de parte da Gratificação ao Vencimento Base e a reestruturação da Gratificação de Qualificação.

    terça-feira, 21 de agosto de 2012

    Nota: Sítio da Assibge volta ao normal

    Companheiros,

    comunicamos que o Portal do Sindicato já retornou à normalidade. Segundo conseguimos apurar o "problema" foi que tivemos acessos acima da carga suportada.

    Obrigado a todos pela paciência!

    Assibge - Executiva Nacional

    Nota: Sítio da ASSIBGE está fora do ar


    Companheiros (as),

    Por questões técnicas nosso Portal está fora do ar temporariamente. Já estamos providenciando a solução do problema. Pedimos desculpas e a compreensão de todos.

    Saudações sindicais,

    Executiva Nacional da ASSIBGE-SN

    segunda-feira, 20 de agosto de 2012

    Educação que o país precisa


    Os professores federais estão em greve porque o governo insiste em não discutir os elementos centrais de reestruturação da carreira e as condições de trabalho nas instituições federais de ensino. Os representantes do Executivo encerraram unilateralmente a mesa de negociação, assinando um simulacro de acordo com uma entidade que não representa a categoria.

    O governo trata de forma desigual professores que desempenham as mesmas funções, propondo percentuais diferenciados e parcelados até 2015, sem critérios objetivos, que resultarão em perdas salariais. Esta proposta aprofunda as distorções que resultam na desestruturação da carreira, tornando-a ainda menos atraente. Uma carreira docente estruturada e boas condições de trabalho fazem parte da defesa das instituições públicas e gratuitas.

    Outro item da proposta apresentada é modificar a avaliação de desempenho docente, focalizando-a no caráter individual da produção e ampliando, assim, os mecanismos de controle que resultam na intensificação do trabalho. Avaliar é muito importante, porém a avaliação deve ser articulada com os objetivos esperados das instituições e comprometida com a qualidade e a relevância social de suas atividades. Metas meramente quantitativas não expressam a qualidade do trabalho realizado. Os professores federais já passam por diversos processos avaliativos ao longo de sua vida profissional, sendo a categoria mais avaliada do serviço público federal. A situação das instituições não será resolvida com a criação de novo sistema de avaliação, alheio ao caráter do trabalho docente.

    Realizar ensino, pesquisa e extensão de qualidade é meta dos docentes, que se defrontam cotidianamente com a precarização e ausência de laboratórios, oficinas, hospitais, escolas, creches, bibliotecas, os quais são espaços privilegiados de formação dos futuros profissionais dos mais variados campos de atuação. Os dados da infraestrutura das instituições demonstram a precariedade das condições atuais. Este é o item da pauta da greve que chamamos “condições de trabalho”, sequer analisado pelo governo. Um projeto político comprometido com a qualidade da educação exige uma carreira docente estruturada, melhores salários, e condições de trabalho. Estes são os elementos fundamentais para garantir a qualidade das atividades acadêmicas.

    Os professores federais sempre lutaram por uma educação pública, de qualidade e gratuita para todos os brasileiros. Hoje lutam para que a expansão da educação federal aconteça sem precarização e perda de qualidade. A proposta de carreira e de salários apresentada pelo governo, combinada com o atual orçamento destinado às instituições, indica que a educação federal tende a ser destruída, como já acontece com a escola pública.

    MARINALVA OLIVEIRA é presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes).

    Fonte: http://oglobo.globo.com/opiniao/educacao-que-pais-precisa-5824086

    Poesia: "O Medo", de Carlos Drummond de Andrade

    O medo
    A Antonio Candido

            "Porque há para todos nós um problema sério...
             Este problema é o do medo."
                       (Antonio Candido, Plataforma de Uma Geração
    Em verdade temos medo.
    Nascemos escuro.
    As existências são poucas:
    Carteiro, ditador, soldado.
    Nosso destino, incompleto.

    E fomos educados para o medo.
    Cheiramos flores de medo.
    Vestimos panos de medo.
    De medo, vermelhos rios
    vadeamos.

    Somos apenas uns homens
    e a natureza traiu-nos.
    Há as árvores, as fábricas,
    Doenças galopantes, fomes.

    Refugiamo-nos no amor,
    este célebre sentimento,
    e o amor faltou: chovia,
    ventava, fazia frio em São Paulo.

    Fazia frio em São Paulo...
    Nevava.
    O medo, com sua capa,
    nos dissimula e nos berça.

    Fiquei com medo de ti,
    meu companheiro moreno,
    De nós, de vós: e de tudo.
    Estou com medo da honra.

    Assim nos criam burgueses,
    Nosso caminho: traçado.
    Por que morrer em conjunto?
    E se todos nós vivêssemos?

    Vem, harmonia do medo,
    vem, ó terror das estradas,
    susto na noite, receio
    de águas poluídas. Muletas
    do homem só. Ajudai-nos,
    lentos poderes do láudano.
    Até a canção medrosa
    se parte, se transe e cala-se.

    Faremos casas de medo,
    duros tijolos de medo,
    medrosos caules, repuxos,
    ruas só de medo e calma.

    E com asas de prudência,
    com resplendores covardes,
    atingiremos o cimo
    de nossa cauta subida.

    O medo, com sua física,
    tanto produz: carcereiros,
    edifícios, escritores,
    este poema; outras vidas.

    Tenhamos o maior pavor,
    Os mais velhos compreendem.
    O medo cristalizou-os.
    Estátuas sábias, adeus.

    Adeus: vamos para a frente,
    recuando de olhos acesos.
    Nossos filhos tão felizes...
    Fiéis herdeiros do medo,

    eles povoam a cidade.
    Depois da cidade, o mundo.
    Depois do mundo, as estrelas,
    dançando o baile do medo.

    domingo, 19 de agosto de 2012

    Carta aos Ibegeanos

    Companheiros, tomamos a liberdade de reproduzir, neste blog, a carta enviada por um companheiro de Minas Gerais a seus colegas. Acreditando que o conteúdo da carta diz respeito não apenas a Minas Gerais, mas a todo os ibgeanos do Brasil, disponibilizamos suas reflexões para que iluminem as nossas consciências e fortaleçam a convicção dos valorosos e persistentes lutadores e quiçá consiga atingir a fria indiferença daqueles que apenas assistem ao desenrolar dos fatos.

    "Caros colegas,

    Estamos vivendo um momento importante de nossas vidas. Estamos na reta final de um processo negocial duro, desgastante, caro do ponto de vista de nossos investimentos, onde depositamos todas nossas expectativas no reconhecimento de nosso valor, enfrentando descontos em nosso
    s parcos salários e tendo do outro lado um governo truculento e insensível, mas que sentiu o golpe e a força de nosso movimento.

    Como membro da Comissão Negociadora e membro da Comissão Paritária que discutiu as propostas para a alteração de nossa carreira, sinto-me na obrigação de prestar alguns esclarecimentos adicionais, mais como visão pessoal, visto que o relatório da negociação relata com fidelidade a última negociação.


    Estamos em GREVE a quase dois meses e só agora, após várias rodadas de negociação o Governo apresenta um espectro de proposta. Digo espectro porque além de ridícula é vazia, volátil, sem consistência alguma, onde o senhor Mendonça abre a negociação dizendo que apresentaria os parâmetros da negociação, mas que reconhecia antecipadamente que independente de aceitarmos ou não o modelo proposto, teríamos obrigatoriamente de agendar uma próxima reunião para a formatação da proposta.


    A “proposta” do Governo, 5% ao ano, dita pelo senhor Mendonça, é um modelo encontrado para que tenhamos segurança que nossos salários não se desvalorizarão até 2015, considerando, ainda segundo o senhor Mendonça, que o cenário econômico internacional hoje é melhor que o de ontem e o Governo vislumbra um cenário um pouco melhor para 2014 e melhor ainda para 2015. Ainda sobre sua avaliação, não temos perdas salariais, porque tivemos evolução salarial desde 2003. Entenda-se, República do PT. O Governo respeita nossos argumentos de perdas mas a avaliação governamental é essa. Descobri que nem sempre 2 e 2 são quatro. Prefiro ficar com minha aritmética do primário e a velha regra de três a procurar entender os métodos matemáticos dos iluminados de plantão.


    Na proposta governamental, caso aceitemos esse modelo proposto, toda a discussão de carreira, iniciada após o “ZERO” % do ano passado, e discutida em 5 reuniões da CP, costurada com o IBGE, seria desconsiderada. Todas as reivindicações de carreira que envolvessem custo, com exceção da regulamentação das GQ´s dos novos (de impacto mínimo), teriam que estar no contexto dos 5%. As demais, que não dependam da LOA, poderiam ser discutidas com a Direção do IBGE. Tudo isso dito sem nenhuma manifestação da direção do IBGE presente. Vergonhosa a falta de comprometimento com o corpo de servidores e com o próprio futuro da Instituição.


    Todos aqueles que estão próximos da aposentadoria, muitos já com o direito adquirido, aguardando apenas o desenrolar das negociações, sabem bem da importância da valorização do VB para diminuir as perdas na aposentadoria, assim como os colegas que ingressaram recentemente na Instituição aguardam ansiosos por uma carreira que lhes proporcione crescimento profissional e garantias futuras.


    Pois bem colegas, avaliação que fazemos, da qual corroboro, é que a proposta de 15% (LINEAR – coisa que o Governo na admitia) em 3 anos, é fruto da GREVE que os servidores impuseram ao Governo e que grande parte dos acordos costurados poderão ser conquistados já, com a manutenção e fortalecimento de nossa greve. Parece-nos uma carta na manga que o Governo tenta nos esconder.


    Desde o início das negociações o Governo dizia que ouviria todas as Instituições, mas só algumas ganhariam algo e que o IBGE estaria nesse grupo beneficiado. De repente, diante da greve imposta, surge a proposta linear. Fica claro que os 15% é para quem já estava em situação melhor, com conquistas mais recentes e que para categorias na situação da nossa é possível avançar. Depende de nós, o Governo não dá nada de graça, não tem sensibilidade, é refém da pressão, seja ela de empresários ou trabalhadores. A diferença está na força. Temos que nos unir para demonstrar força.


    O desconto dos dias parados - FALTA GREVE, é o último cartucho que o Governo tem e o utiliza para tentar nos fragilizar. NÃO PODEMOS CEDER AGORA, retornar agora é jogar fora TODO O INVESTIMENTO FEITO – é jogar fora TODA A EXPECTATIVA POR UMA CONDIÇÃO MELHOR, é se CURVAR DIANTE DE UM INIMIGO QUE NÃO É TÃO FORTE ASSIM.


    A todos e todas colegas que estiveram na greve até agora, que vivem incertezas e dificuldades sem o salário do mês para honrar seus compromissos, que se sentem confusos, inseguros, reflitam sobre a necessidade de nos mantermos firmes na GREVE enquanto durarem as negociações, mais do que isso, que se mobilizem e busque sensibilizar os colegas que não aderiram. Tragam-os para a GREVE.


    A PRÓXIMA SEMANA SERÁ DECISIVA!

    TEREMOS REUNIÃO DIA 22.
    SOMENTE PARALISANDO AS ATIVIDADES DO IBGE SEUS DIRIGENTES E O GOVERNO SENTIRÃO NOSSA FORÇA E NOS LEVARÃO A SÉRIO!
    CHEGA DE ENROLAÇÃO!
    JÁ ARRANCAMOS 15%
    PODEMOS CONSEGUIR MAIS,
    SÓ DEPENDE DE NÓS!
    ESPERAMOS POR TODOS!

    SAUDAÇÕES!

    César"